Ora, mas a idéia é exatamente essa, de que não exista novidade nenhuma 
Com REST a idéia não é que você tem serviços, mas que você tem recursos ( cada um identificado pela sua própria URI ) que podem sofrer operações através de uma interface comum do seu protocolo. Esses serviços fazem as vezes dos “serviços” do SOAP mas de uma forma diferente, em REST quando você acessa um recurso qualquer você está acessando uma das possíveis representações dele (ele não precisa ser um documento XML como em SOAP, por exemplo), ele pode ser um documento XHTML comum, um objeto no formato JSON ou qualquer outra coisa que você precise.
Imaginemos uma aplicação REST rodando em cima de HTTP que sirva pra buscar informações sobre o CEP como o WS de CEP dos correios. Diferentemente de SOAP, REST não ignora o protocolo sobre o qual ele está rodando, ele faz uso de tudo o que o protocolo oferece, então na hora de fazer a busca pelo nosso cep ( digamos “58075-300”)aconteceria o seguinte:
- Cliente faz a requisição HTTP GET para: rest.correios.com/ceps/58075-300
- A aplicação rest dos correios busca por um cep (o recurso) que tenha como identificador o código “58075-300”, se ele encontrar, vai retornar para o cliente uma resposta HTTP 200 com o recurso cep (com rua, cidade, estado e blablabla) e além disso vai colocar os cabeçalhos HTTP “Last-Modified-At” e “Expires” (informações de CEP não mudam com frequência, então ele pode botar essa informação pra expirar daqui a um mês ou talvez até mesmo um ano)
- O cliente recebe a resposta, guarda a representação no seu cache (como qualquer navegador web comum faria) e faz o que tinha que fazer com as informações do CEP
Se o cliente tentar pegar mais uma vez informações do mesmo cep, ele não vai mais ao site dos correios, ele vai direto pegar a representação que já está disponível no seu cache.
E como aplicações REST não guardam estado dos seus clientes (e essa roda em cima de HTTP, que é um protocolo sem estado por natureza) esse serviço pode ser facilmente espalhado em diversas máquinas.