Olá Mathias,
Bem, eu estive nesta situação. Trabalhei dois anos e meio num lugar e era sócio-cotista. Quando me contrataram, prometeram mundos e fundos, que isso ia ser bom porque ia ser sócio (!?!?!) e quando a empresa desse lucro, eu acabaria ganhando também.
Bem, como eu era juvenil nessa época, acabei aceitando, na ilusão de ganhar mais. Nesse período não tive férias, nem 13º, nem plano de saúde, nada… Trabalhava com o meu notebook, as vezes usava a minha internet e celular pessoais pra coisas da empresa, sem ter reembolso e até o almoço era eu quem pagava. No final, recebia beeem menos do que a média do mercado.
E os gestores sempre dizendo, prometendo que as coisas estavam melhorando, que estavam prospectando novos clientes, que as perspectivas eram boas, mas nada dos resultados chegarem.
Funcionava dessa maneira: eles tinham duas empresas: Uma só dos 2 sócios (vamos chamá-la de X) e outra, que era ‘parceira’ da primeira, em que todo mundo estava associado (digamos, Y). A empresa X que pegava o contrato com os clientes e subcontratava Y para fazer o serviço.
Resultado: Y NUNCA dava lucro, por coincidência, ela sempre empatava os custos e lucros. Mas da empresa dos 2 sócios (X) não tínhamos qualquer informação sobre os reais valores dos contratos.
Bem, esse tipo de contrato é ruim? Depende. No meu caso foi, mas se for pra vc ganhar, digamos, 120% a mais que ganharia como CLT, talvez seja uma boa. Agora, se te prometeram a média do mercado, com a ‘promessa’ de ganhar mais quando tiverem resultados positivos, digo pra vc deixar passar e procurar algo melhor, pq provavelmente, esses resultados nunca chegarão, a empresa praticamente não dará lucro e você não terá influência nenhuma nas decisões da empresa.
Enfim, pense bem a respeito, pois as responsabilidades e exigências que farão de vc talvez sejam beeeem maiores que se for um CLT (como eles te pedirem pra vc fazer 10, 12 horas/dia, pq é ‘dono’ da empresa, ou então até ‘colaborar’ com as despesas, comprando café, açúcar ou papel higiênico)…