Eu não vejo nada errado em traduzir para aprender. Foi assim que eu aprendi. Eu não sou nenhum expert, mas já me vi em situações onde eu peguei erros simples de pessoas (não foram poucas) que faziam cursos há anos. Hoje eu consigo conversar suficientemente bem com qualquer pessoa em inglês, além de escrever e ler naturalmente. Eu já trabalhei em multinacionais e em uma delas eu me comunicava praticamente o tempo todo com pessoas da América do Norte, Europa e até da Ásia (o que era uma tristeza), e me saía muito bem. Isso tem 7 anos. Nessa empresa eu conheci minha esposa, que é tradutora, e eu sempre pedia pra que ela corrigisse os emails que eu mandava pra fora. Posso dizer que praticamente todos os emails não sofreram nenhuma correção. No máximo uma ou outra alteração de estilo, o que levou ela a falar, até hoje, que eu tenho um perfil linguístico, em português e em inglês, diferente da maioria dos Analistas de Sistemas. 
Ninguém consegue aprender a pensar em inglês de primeira. Isso leva tempo. Sempre existe aquela fase onde a pessoa vai engatinhar, depois vai começar a andar e vai tropeçar um bocado, depois começa a andar bem. Então, não há problemas em traduzir as coisas que lê. Eu só não acho uma boa traduzir TUDO. Quando eu estava aprendendo, só traduzia os termos que eu não entendia e tentava encaixar o significado dentro do contexto da frase. Isso me fez entender a lógica da língua, que é diferente da lógica do português. Na verdade, todas as línguas têm sua própria lógica de escrita e fala, que variam sutilmente de uma pra outra.
De qualquer forma, eu acho que esse “método” não necessariamente funciona pra tudo mundo. Acho que testar vários métodos diferentes, como o Thiago falou, é uma boa alternativa pra ver qual o melhor que se encaixa pro seu perfil.