Kenobi wrote:
Voltado ao assunto da certificação, ela vira sim uma forma de garantir ao empregador um pouco mais de qualidade.
Fui infeliz no comentário, reconheço Shoes, o correto seria tranquilidade, para correr menos risco… Acho que não consegui me expressar direito.
Também concordo que empregar não é uma tarefa fácil, mas no mundo real, quem de nós não é entrevistado constantemente por profissionais pouquíssimo preparados, que não tem a mínima condição ?
Quanto à minha colocação sobre alusão do ensino, quis dizer que é uma escada de aprendizagem.
O profissional começa estudando conceitos, padrões simples e vai avançado. Uma das formas é estudar Frameworks que implementam Patterns, depois se aprofundar nos conceitos que os mesmos resolvem, vai descendo o nível até chegar ao yield atômico, como mencionou e conhecer literatura como Fowler, Eric Evans e por aí vai …
No meu ponto de vista o grande problema é esse mesmo que você mencionou, contratar é uma grande responsabilidade e a maior parte das empresas não estão preparadas para tal.
Isto num âmbito geral, vale para empresas também, que buscam as certificadas para garantirem um nível reduzido de risco na operação. Por pensar dessa maneira, o CIO do Bradesco ( um dos responsáveis por implacar o CMMI no Brasil ) , estipulou que as empresas que desejam prestar serviço ao banco, deverão ser certificadas em nível 2 e com o tempo eles vão subindo essa categoria.
Vai garantir um produto final melhor ? Não, sabemos, aliás fiz refactoring num projeto da GE , onde a empresa Indiana era nível 5 e o software deles proxy para pagamentos ( meio tecban simplificado) tinha somente 4 classes, sem package , sem nada , sem documentação, sem porra nenhuma.
Entendi o conceito da aplicação, joguei fora e fiz outro novo … o Refactoring nesse caso, foi mais fácil que imaginava …rsss
Não consegui nem aproveitar a parte que tratava diretamente com o emulador unix, pois acredito que o pessoal da Índia nem tinha lido o documento do software - apis , e fizeram de maneira porca , sem usar os métodos corretos.
De que valeu o CMMI5 nesse caso ? Provavelmente entregaram funcionando, dentro do prazo, coisas que as empresas adoram e tirando o ponto de vista técnico, a companhia conseguiu realizar operações e atendeu sua premissa de negócio.
Talvez a certificação possa ir nesse sentido, garantir algo que funcione. Se é bom ou não, aí são outros 500.