Programador X Analista de sistemas X Analista de negócios

31 respostas
S

Pessoal, gostaria de abrir esta discursão: Programador X Analista de sistema X Analista de negócios.

Trabalho no depto. TI de uma Construtora, estou regime CLT como Analista de Sistemas Junior, executo atividades customização/homologação/testes/implementação de novos projetos e suporte a dois ERPs da vida.

  • Nunca trabalhei na área de desenvolvimento, porém sei que é uma etapa fundamental para desenvolvimento profissional e também tenho amigos que adoram programação.

  • Meu objetivo é ser um Analista de Negócios num futuro próximo, com isso aumentar retorno financeiro.

Pergunta
Com a base de conhecimento de vocês, mais vivência/experiência em programação, qual a opnião de vocês? é possível chegar a ser um bom analista de negócios, sem ter trabalhado com desenvolvimento?

  1. Qual objetivo de vocês, ficar no desenvolvimento?
  2. Ou se você é um profissional acima da média, não importa a função, ou seja, tem retorno financeiro.

Agradeço a todos pela opinião e sucesso.

31 Respostas

luistiagos

pq sera que tem tantos nomes? analista de sistemas, analista de negocios, analistas de testes, analistas de suporte, analistas de integração, analistas de implementação… analista de analista de analista… bha… muita nomeclatura… so deveria existir analista e programador só…

louds

Sergio Prado:
Pessoal, gostaria de abrir esta discursão: Programador X Analista de sistema X Analista de negócios.

Trabalho no depto. TI de uma Construtora, estou regime CLT como Analista de Sistemas Junior, executo atividades customização/homologação/testes/implementação de novos projetos e suporte a dois ERPs da vida.

  • Nunca trabalhei na área de desenvolvimento, porém sei que é uma etapa fundamental para desenvolvimento profissional e também tenho amigos que adoram programação.

  • Meu objetivo é ser um Analista de Negócios num futuro próximo, com isso aumentar retorno financeiro.

Pergunta
Com a base de conhecimento de vocês, mais vivência/experiência em programação, qual a opnião de vocês? é possível chegar a ser um bom analista de negócios, sem ter trabalhado com desenvolvimento?

  1. Qual objetivo de vocês, ficar no desenvolvimento?
  2. Ou se você é um profissional acima da média, não importa a função, ou seja, tem retorno financeiro.

Agradeço a todos pela opinião e sucesso.

O papel de analista de negócios não tem nenhuma relação em termos hierárquicos ou financeiros com o de desenvolvedor. Ou seja, não significa ganhar mais ou menos.

Por sinal, esse negócio de code monkey (digitador de código) e uml monkey (desenhador de diagramas) que alguns lugares extremamente atrasados usam está caindo em desuso e se tem apenas o papel de desenvolvedor.

justoeu

Fala ai meu caro!
Tudo blz?

Ser um analista de negocios hoje, é uma área em crescimento, principalmente aqueles que focam em processos.

Como nossos amigos aqui disseram, a relação desenvolvedor com analista de negocios não existe diretamente.

Hoje as empresas falam muito nisso, Processos e mais Processos… (RUP, por exemplo). Eu tenho 3 amigos que são muito bons em RUP trabalham na IBM a mais ou menos 2 anos e ganham muito por serem analista de Negócios voltado a processos Usando e nunca trabalharam com desenvolvimento propriamente dito, mas trabalhavam exatamente na mesma área que você, implantação, testes, customização etc.

Logicamente que, quem passou por um ambiente de desenvolvimento vai ter um pouco mais de facilidade em abstratir problemas (Nem Sempre), mas como vc esta neste meio, no caso, customização, testes, etc, você consegue gerar soluções de problemas facilmente.

[]´s

alanbrasil1984

boa postagem é um esclarecimento que tbm queria ter a muit tempo…

R

louds:
Sergio Prado:
Pessoal, gostaria de abrir esta discursão: Programador X Analista de sistema X Analista de negócios.

Trabalho no depto. TI de uma Construtora, estou regime CLT como Analista de Sistemas Junior, executo atividades customização/homologação/testes/implementação de novos projetos e suporte a dois ERPs da vida.

  • Nunca trabalhei na área de desenvolvimento, porém sei que é uma etapa fundamental para desenvolvimento profissional e também tenho amigos que adoram programação.

  • Meu objetivo é ser um Analista de Negócios num futuro próximo, com isso aumentar retorno financeiro.

Pergunta
Com a base de conhecimento de vocês, mais vivência/experiência em programação, qual a opnião de vocês? é possível chegar a ser um bom analista de negócios, sem ter trabalhado com desenvolvimento?

  1. Qual objetivo de vocês, ficar no desenvolvimento?
  2. Ou se você é um profissional acima da média, não importa a função, ou seja, tem retorno financeiro.

Agradeço a todos pela opinião e sucesso.

O papel de analista de negócios não tem nenhuma relação em termos hierárquicos ou financeiros com o de desenvolvedor. Ou seja, não significa ganhar mais ou menos.

Por sinal, esse negócio de code monkey (digitador de código) e uml monkey (desenhador de diagramas) que alguns lugares extremamente atrasados usam está caindo em desuso e se tem apenas o papel de desenvolvedor.

e só pra deixar mais claro, denomina-se fábrica de software :smiley:
um exemplo que pode não dar certo : fábrica de análise e fábrica de implementação em lugares diferentes.

S

Rojas, o objetivo inicial deste tópico é somente um debate, visto que a empresa em que trabalho está focando em melhorias nos processos.

Como o justoeu disse que ser um analista de negócios é um bom investimento.

O mais importante é ser um profissional dedicado/estudioso e fazer aquilo que mais se identifica na área de informática.

Tenho amigos que trabalham na LG, desenvolvendo jogos de celular em JAVA, os caras são fanáticos pelo que fazem, e não trocam isso por nada.

rdantas

Bom sergio, a satisfação profissional é extremamente desejável, haja vista que todas as profissões tem seus problemas. Gostar do que faz ajuda e muito a enfrentar tudo isso.

Agora quanto à sua pergunta. Se vc quer ser um analista de negócios, é indispensável que vc conheça e mto o ramo de atuação da empresa, e que principalmente tenha um bom faro para oportunidades.

Eu particularmente, pretendo no futuro abrir uma software house e ser dono do meu nariz, atualmente sou analista trainee e estou adquirindo experiencia…

baudamix

Sergio,

Em uma visão simplificada analista ‘X’, para mim é uma maneira de classificação para a empresa pagar mais ou menos e muitas empresas nem sabem porque chamam assim.
No brasil e ‘me corrijam se estiver errado’ um programador faz tudo que é preciso e não a mto essa divisão depois de contratado e tudo inclui programar/testes/implementar/DBA/analise/correção/suporte, as vezes tudo de uma vez ou em fazes diferente do projeto.
Uma outra diferença que se tem é a classificação do profissional junior/pleno/senior e ai é outra novela…rs

Analista de negocio como a própria plvr é o cara que entende do processo do projetos ou negocio da empresa ou responsável para passar as informações para os desenvolvedores.
E vc como ‘analista de negocio’ pode* ficar no futuro preso ao somente a um negocio ou seja se tornar um especialista em uma area.
Para isso tem que se pesar os pros e contras de buscar essa carreira para vc…

Agora em relação ao retorno financeiro isso vem com o tempo se vc crescer mto ai na empresa em que trabalha e não tiver mais para onde crescer logico que vc ira procurar outra empresa que de o retorno que vc espera e assim você ira alcançar o retorno financeiro que vc espera.

* - pode não significa que ficará. isso só ira depender de vc e das suas oport e seus caminho.

abr

Luiz_Aguiar

Empresas que trabalham com processos, como BPM, analista de processos é o cara que levanta/monta os processos da empresa que serão imputados no Workflow.

Analista de sistema é o desenvolvedor que vai implementar a solução que vai conversar com o cliente e com o BPM.

Não tem relação direta de valores mesmo, cada 3 desenvolvedores da meio salário de um cara de processos rs

rodrigoy

Luiz… esse profissional é tarja preta. Até hoje não achei nenhum que prestasse. A maioria deles “modela processos” mas não resolve problemas. É a pior face da modelagem. Criam um diagramas up-front que quase nunca traduz a necessidade do cliente e muitas vezes são inimplementáveis (não sei se essa palavra existe).

Andre_Fonseca

Acredito que o Analista de Negócios surgiu para suprir uma lacuna que tinha entre quem faz e quem compra os sistemas de informação… as empresas acho que começaram a se tocar que não podem mais ficar jogando dinheiro gasto em TI pela janela e verem sistemas que não atendem aos processos delas, que é a principal foco do negócio e não a tecnologia, que deveria ser apenas uma ferramenta para chegar lá…

Com relação ao cargo acho que são perfils diferentes, o desenvolvedor pra mim tem mais um perfil de exatas, enquanto o analista de negócios tem um perfil mais de humanas

S

Ok. Luiz Aguiar , você foi feliz na sua argumentação.

E tedência de mercado, será que vale a pena investir?
Tem MBA (Sistemas de Gestão Empresarial) na Fiap que tem um módulo que foca processos. Será que tem alguém aqui do GUJ que fez alguma especialização ou MBA na Fiap?

Grato
Sérgio

J

André Fonseca:
Acredito que o Analista de Negócios surgiu para suprir uma lacuna que tinha entre quem faz e quem compra os sistemas de informação… as empresas acho que começaram a se tocar que não podem mais ficar jogando dinheiro gasto em TI pela janela e verem sistemas que não atendem aos processos delas, que é a principal foco do negócio e não a tecnologia, que deveria ser apenas uma ferramenta para chegar lá…

Com relação ao cargo acho que são perfils diferentes, o desenvolvedor pra mim tem mais um perfil de exatas, enquanto o analista de negócios tem um perfil mais de humanas

André:

Eu sempre digo que a gente estudou na faculdade errada. Pode ser que cause polêmica,
mas sinceramente vejo muito pouco da área de exatas que faça a diferença na nossa
profissão, ou pelo menos, na enorme maioria das tarefas.

Tenho a impressão que economistas, por exemplo, usam mais ferramentas de ciências
exatas do que a gente, no dia a dia.

O que pega de verdade é tudo que tem a ver com comunicação, que parece ter
muito mais a ver com humanas.

Essa lacuna que vc fala é cultural. É melhorando a comunicação entre as partes
que a coisa pode melhorar. Alguém que funciona como intermediador para
filtrar a comunicação costuma atrapalhar, mais ou menos como o Chávez está
fazendo na Colombia. O pior é que em certas organizações (já trabalhei em mais
de uma delas) isso é institucionalizado.

Algumas pessoas tem mais facilidade em lidar com o solicitante, outras menos.
Mais isso não significa que a pessoa deva só filtrar os pedidos do cliente e esquecer
de outras facetas do desenvolvimento. Tb alguém que gosta mais de escrever código
não deve largar todas as outras responsabilidades no colo de alguém e se acomodar.
Infelizmente, em muitos lugares alguém já tomou essa decisão por ele.

Não entendo essa diferenciação entre analista de ABC, XYZ ou QTL
(= quaisquer três letrinhas). Compartimentalizar papéis estanques é algo que
não funciona bem. Não entendo “desenvolvedor” que só fica digitando código,
“analista” (de qualquer sabor) que não rela numa IDE, “arquiteto” que apenas
decora siglas de tecnologias e diz para tudo mundo usar porque só ele é que
entende, “líder/gerente de projeto” que só sabe pilotar o MS Project (aliás, ai concordo
com o Rodrigo, acho que esse tipo de ferramentas costuma ser contraproduzente
mesmo).

Enfim, espero ter contribuído…

Jorge Diz

Emerson_Macedo

Estou totalmente de acordo com o Yoshi :smiley:

J

Sobre o perigo de especializar demais as atribuições:

http://www.davenicolette.net/agile/index.blog/1774666/keep-your-eyes-on-the-prize/
(ver “Example 2” sobre analistas de negócios)

Andre_Fonseca

Jorge,

Acho que computação nem sempre é uma ciência exata, é mais uma ciência empirica, ou seja, você faz assim, se não der certo tenta de outro jeito, e vai tentando até acertar… :smiley:

Uma vez um gerente meu me contou uma historinha, de que as pessoas não eram contratadas mais para pensar, e sim para fazer, diferente do que era antigamente… :frowning:

[]´s

S

Qual é a média de salário para iniciar programar em JAVA?

Mauricio_Linhares

10 reau maiz o dinheiro do busão.

s4nchez

André Fonseca:
Acredito que o Analista de Negócios surgiu para suprir uma lacuna que tinha entre quem faz e quem compra os sistemas de informação… as empresas acho que começaram a se tocar que não podem mais ficar jogando dinheiro gasto em TI pela janela e verem sistemas que não atendem aos processos delas, que é a principal foco do negócio e não a tecnologia, que deveria ser apenas uma ferramenta para chegar lá…

Com relação ao cargo acho que são perfils diferentes, o desenvolvedor pra mim tem mais um perfil de exatas, enquanto o analista de negócios tem um perfil mais de humanas

Imagina agora um programador que sabe se comunicar com pessoas de outras áreas (o que, convenhamos, não é bicho de sete cabeças) e, principalmente, administradores que se dão conta disso. O problema está resolvido e não é preciso criar um novo papel só para “suprir uma lacuna”.

Mauricio_Linhares

Acho que ter um programador que não sabe se comunicar com pessoas da sua área ou não é uma das coisas mais nocivas que pode existir em uma equipe.

agodinho

emerleite,

Só não estou de acordo porquê sei que cada um de nós tem limitações diferentes, então é natural que surjam “especializações” …

rodrigoy

agodinhost:
emerleite,

Só não estou de acordo porquê sei que cada um de nós tem limitações diferentes, então é natural que surjam “especializações” …

Sim, cada um pode ser melhor que outros em determinados aspectos, mas, saiba que especialização pelo próprio termo é algo que não se aplica a atividades criativas. Dá uma olhada nisso:

O problema mais comum da especialização na nossa área é que se temos na equipe gente só preocupada com levantamento do negócio, gente só preocupada em programar e gente só preocupada em testar é capaz que não tenha ninguém preocupado em entregar o projeto. A soma das tarefas desempenhadas por cada especialista não produz necessariamente software funcionando.

Já ouviu um tester deixar escapar um erro e falar: “-Ahhh… não tava no caso de uso…” ou um codificador falar “-Isso é responsabilidade do analista de negócios…”. Pois é… se isso acontece na minha equipe da primeira vez eu explico… na segunda é uma advertência. Na terceira é rua.

Respeito aquilo em que cada um é melhor. Porém, vejo uma equipe de desenvolvimento de software como um coeso grupo de programadores. Todos eles devem ser bons em teste. Alguns podem ser muito bons em arquitetura e a maioria são bons em conversar com o cliente. Alguns podem ser capazes de analisar o negócio, porém, estes mesmos sentam a bunda na cadeira e programam. A equipe gerencia a distribuição das tarefas e não o papel.

O sonho de uma fábrica de software é fazer esse anti-pattern que citei no blog funcionar, infelizmente (ou felizmente) eles falham miseravelmente.

agodinho

IMO o maior problema é fazer com quê cada um no grupo saia da sua zona de conforto pra se arriscar em outras atividades. Nosso gás vai acabando com o passar dos anos e até os mais velhos se acomodam.

rodrigoy

Concordo, porém, algumas equipes que treinei eles tentaram praticar o multi-funcional e tiveram sucesso. Muitos testers começaram a programar como exemplo. Porém, quando os analistas de negócio viram que eles teriam que trabalhar de verdade muitos decidiram ir embora. :?

Emerson_Macedo

O problema são as pessoas entenderem que desenvolver software é um trabalho criativo.

agodinho

rodrigoy:
Porém, quando os analistas de negócio viram que eles teriam que trabalhar de verdade muitos decidiram ir embora. :?
Rodrigo, ví isso acontecendo em diversas posições: desenvolvedor que achou que seria mais fácil, analista que achou que não ia por a mão na massa, dentre os principais. Me considero sortudo quando essa galera vai embora de livre e espontânea vontade (na maior parte das vezes eles ficam mas fazem um trabalho tão medíocre que, deixa pra lá …). Acredito que boa parte disso seja acomodação natural do ser humano mas boa parte (diria 50%) é por incapacitação gerencial. Da mesma forma que os bancos (em um grau muito, muito menor) a área de TI sofre com os gerentes que tem, que ou são muito bons técnicamente e péssimos gerentes ou são “bons” gerencialmente e péssimos técnicamente.

emerleite, concordo, desenvolvimento de software é um processo criativo, contudo - no capitalismo, ele é apenas um meio de produção e, como tal, deve dar lucro. A cada dia que passa o espaço pra criatividade em desenvolvimento cede espaço para o processo. Não leve a mal - eu gosto de processo, mas o “processo” sempre bota um rótulo à frente de cada atividade que acaba “stressando” ou “podando” o processo criativo. IMO, contudo, nem toda atividade em desenvolvimento é realmente parte desse processo criativo, um cadastro de cliente por exemplo, 8 horas (16 com teste de unidade), um relatório de vendas? O máximo de espaço que nos sobra pra criatividade aqui é a escolha das ferramentas (Jasper/iReport? Crystal?)

C

Considerar cadastro como meta não é nada criativo mesmo. É o tipo de infraestrutura já pronta! :twisted:

Saber escolher a ferramenta sim é importante! Porque os problemas são sempre diferentes… até mesmo cadastros.

agodinho

cmoscoso:
Considerar cadastro como meta não é nada criativo mesmo. É o tipo de infraestrutura já pronta! :twisted:
Não estou me limitando a custodiais cara, foi só um exemplo.

S

[b]Analistas X Programadores

[color=darkred]Por Ulysses Monteiro Duarte[/color][/b]

Qualquer um que vive na área já deve ter visto o clássico ciclo de vida do desenvolvimento de sistemas. Salvo pequenas variações para cada modelo ou peculiaridades de cada projeto, o tal ciclo seria composto do estudo de viabilidade, análise, modelagem, implementação e implantação. Há quem considere a fase de testes uma fase independente, o que não faz grande diferença prática.

Se não há grandes divergências quanto ao ciclo em si, o caro leitor já deve estar curioso para saber do que trata este texto ou está tentado a abandonar a leitura por aqui. Antes que isto ocorra, esclareço: o objeto deste texto é a causa da briga entre analistas e programadores: o tamanho e importância das fases. São basicamente quatro perguntas :

Quando começar a implementação, ou seja a codificar ?
Pode a implementação concorrer no tempo com a análise ?
E com a modelagem ?
Quando termina a fase de modelagem ?
A mesma pessoa que fez a análise pode fazer a codificação ?

Os puristas

Para os engenheiros de software puristas clássicos, a alma do sistema está definida na fase de análise e o corpo na fase de modelagem. A implementação não envolve grande inteligência, é como se o sistema já estivesse pronto e a implementação fosse apenas o girar do interruptor para a posição ON. Por mais que esteja crescendo, este grupo ainda é bem pequeno, a grande maioria dos sistemas desenvolvidos já são iniciados pelo código, documentação são alguns comentários esparsos pelos fontes e análise é o conjunto de rabiscos em que resultou a reunião da equipe. O analista purista domina as ferramentas CASE, metodologias, mas normalmente não se aventura a escrever uma linha de código sequer.

Visual Drag and Drop

Há alguns anos desenvolvimento de sistemas era uma coisa absolutamente desconhecida, atividade restrita a um seleto grupo de gênios, nerds ou malucos, simplesmente. A maioria das ferramentas de desenvolvimento era interpretada ou levava horas para compilar um programa de tamanho médio. Ainda no início dos anos 90 era comum os desenvolvedores compilarem seus programas durante toda a noite, para fazer os testes no dia seguinte. Com toda esta limitação técnica, era fundamental um mínimo de análise e teste antes de ser digitada a primeira linha de código, pois um simples erro de sintaxe poderia custar um dia inteiro de trabalho.

Hoje os tempos são outros, ao mesmo tempo que as máquinas evoluíram a ponto de diminuir a importância de parte da atividade pré- codificação, como o famoso teste de mesa, as ferramentas de desenvolvimentos evoluíram para interfaces visuais e amigáveis. O resultado é que quase todo mundo hoje é capaz de desenvolver sistemas. Esses dois fatores combinados resulta numa desvalorização da fase de análise.

Uma pessoa é capaz de criar algo funcional usando algo como o Visual Basic, sem sequer imaginar o que seja objeto, classe, método ou mensagem. Mas não só os leigos são adeptos do Visual Drag and Drop, Just do it, muitos bons profissionais da área abandonaram grande parte do seu conhecimento teórico e também adotaram a metodologia Just in Time de desenvolvimento. Toda esta gente é tecnicamente um programador de sistemas, surge até o que tem-se chamado de Analista Programador, na verdade um programador com salário mais alto.

O Confronto

Tudo correria bem, cada grupo e suas convicções trabalhariam tranqüilamente, se não houvesse o encontro na mesma esquipe de membros dos dois grupos. Tudo transcorre bem no início, nas fases de estudo de viabilidade e de requisitos. As divergências aparecem quando a fase de projeto começa a se alongar e os programadores começam a ficar ansiosos para codificar. Normalmente o que se faz é buscar tarefas periféricas para ir distraindo o programador até que os analistas consigam adiantar o projeto até um ponto satisfatório.

Os argumentos

Tanto analistas clássicos, quanto os programadores têm argumentação forte para defender seu ponto de vista.

O analista:
No desenvolvimento sem análise, gasta-se cerca de 80% do tempo refazendo código e corrigindo bugs. A troca de um membro da equipe é muito mais traumática.

O programador:
O cliente paga pelo programa rodando, pelo código. ë muito mais complicado justificar o tempo gasta, sem código para ser mostrado. A análise não interessa para o cliente.
De fato ambos os argumentos são pertinentes, de modo que não há como definir de que lado está a razão. A grande questão é como administrar e tirar o máximo proveito de uma equipe mista.

Boa convivência

Deixando de lado o radicalismo, há sempre uma forma de ter analistas e programadores em harmonia, fazendo com que as diferenças contribuam para o engrandecimento do grupo como um todo. Como fazer isto? A resposta passa pelas quatro questões iniciais:

Quando começar a implementação, ou seja a codificar ?
Cada um tem de atuar onde é mais forte. Não adianta muito forçar um programador a fazer análise. Logo, até que haja código a ser escrito, os programadores estarão subaproveitados. Uma boa análise certamente decomporá o sistema em módulos com funcionalidade própria. Alguns módulos podem ser definidos quase que totalmente logo no início do projeto. Um exemplo usual é a comunicação como banco de dados, mas há diversas outras possibilidades. Numa equipe onde a utilização de recursos é otimizada, esses módulos serão projetados o quanto antes e ,enquanto são projetados os demais módulos, os programadores já estarão trabalhando na codificação dos módulos iniciais.

Pode a implementação concorrer no tempo com a análise ?
E com a modelagem ?

Não há nada que impeça que os programadores estejam codificando um módulo, enquanto os analistas sequer analisaram um outro módulo. Fazendo a analogia com as clássicas árvores de busca, basta que o desenvolvimento seja feito, pelo menos em parte, em profundidade e não em largura , como os analistas tendem a pensar de início.

Quando termina a fase de modelagem ?
Há uma máxima na computação que diz que um sistema jamais estará realmente finalizado, sempre há o que alterar, corrigir ou melhorar. Um erro que muitos de nós cometemos é não manter a sincronização entre a análise, o modelo e a implementação. Muitas vezes é tão prático corrigir um bug ou fazer uma alteração, que sequer passa-nos pela cabeça voltarmos ao modelo. Quando estamos utilizando ao máximo os recursos que dispomos, o modelo está ao lado da implementação e , ao contrário do que possa parecer, o trabalho dos analistas não terminará antes que o dos programadores.

Quando termina a fase de modelagem ?
Esta é a pergunta mais fácil de responder: NUNCA. Se um sistema jamais está pronto e se o projeto deve estar sincronizado com a implementação, o projeto, da mesma forma, jamais estará concluído.

A mesma pessoa que fez a análise pode fazer a codificação ?
Até pode, mas será que estaremos tirando o máximo dos recursos disponíveis? Evidentemente que não. Pelé era um bom goleiro, chegou até a atuar nesta posição algumas vezes, por quê então ele não jogava metade do tempo no gol e outra metade como ponta de lança ?

Equipe nota Dez
[color=red]Para montar uma equipe vencedora não basta ter somente elementos vencedores. É necessário que cada elemento esteja atuando no máximo de sua capacidade e maior tempo possível. Os defensores, defendem e os atacantes, atacam. Com idéias simples podemos garantir a máxima produtividade de nossa equipe e, de quebra, contar com elementos satisfeitos, fazendo aquilo que gostam.[/color]

[color=darkred]Mergulhe no assunto [/color]

Bowles, Joseph E. : Foundation Analysis and Design - Ed. Mcgraw Hill
Yourdon, Edward : Modern Structured Analysis ? Ed. Pearson
Booch, Grady : Object-Oriented Analysis and Design With Applications - Addison-Wesley Pub
Rumbaugh, James: Object-Oriented Modeling and Design - Prentice Hall
Jalote, Pankaj : CMM in Practice: Processes for Executing Software Projects at Infosys - Addison-Wesley Pub

[color=red] Para pensar[/color]

Afinal quando será desligado o último mainframe ?

Andre_Fonseca

Eu trabalhei em uma empresa pequena que tinha dois sócios, um deles era tecnicamente excelente, o outro era muito bom nos relacionamentos com os clientes e parceiros… só o último ia nas reuniões, e funcionava bem assim…

bzanchet

E não há?! Sérgio, eu não sei quando foi escrito esse texto, mas lhe garanto que em 1970 já havia grandes divergências sobre o ciclo em si. Diria para seguir a dica mais simples e abandonar a leitura por ali.

Senão, podes ler até o fim. Mas depois não deixe de ler aqui, isto e isto (no mínimo, no mínimo), o que certamente te fará pensar que, quem quer que seja que escreveu esse texto, nunca escreveu um software.

Criado 17 de março de 2008
Ultima resposta 22 de abr. de 2008
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