Fonte: http://informatica.hsw.uol.com.br/tecnologia-blink.htm
RFID e blink
Os cartões de crédito que usam a tecnologia blink empregam RFID e há muitas formas de RFID. Por exemplo, o Wal-Mart experimentou colocar chips RFID em suas mercadorias para que pudessem rastrear o inventário automaticamente (veja Como funcionam as RFIDs).
O blink usa um tipo específico de RFID desenvolvido sob a norma International Standard 14443 (em inglês). A norma ISO 14443 possui determinados recursos que a tornam particularmente bem adequada a aplicações que envolvem informações sensíveis, como números de conta de cartão de crédito:
os dados transmitidos pelos chips ISO 14443 são criptografados
o alcance da transmissão é feito para ser curto, cerca de 10 cm ou menos
Como resultado, o ISO 14443 é usado em mais de 80% das transações de cartão de crédito sem contato em todo o mundo. Adições recentes ao padrão permitem que a tecnologia ISO 14443 armazene dados biométricos como impressões digitais e fotos do rosto para uso em passaportes e outros documentos de segurança.
Para compreender como funcionam juntos o cartão e o terminal sem contato, primeiro temos de falar sobre indução. Em 1831, já se sabia que uma corrente elétrica produzia um campo magnético. Naquele ano, Michael Faraday descobriu que o oposto também era verdade: um campo magnético podia produzir uma corrente elétrica em fios que passassem através do campo. Ele chamou este campo magnético de indução e a lei que governa o fenômeno é conhecida como Lei de Faraday.
Em alguns casos, a indução é algo que os engenheiros elétricos tentam evitar. Por exemplo, se as linhas elétricas em sua vizinhança passam muito perto das linhas telefônicas, o campo magnético produzido pelas linhas de eletricidade pode gerar voltagem nas linhas telefônicas. Essa voltagem aparece na forma de ruíd" no sinal que passa pelas linhas de telefone. Essa interferência pode ser evitada através de blindagem e da disposição adequada das linhas.
Já para dispositivos RFID como os cartões blink, os engenheiros reforçaram a indução. Cada cartão blink contém um pequeno microchip e uma malha de fio. O terminal blink libera um campo magnético na área circundante. Quando um cartão blink chega bem próximo, a malha de fio entra no campo do terminal, causando indução. A voltagem gerada pela indução energiza o microchip. Sem esse processo, chamado acoplamento indutivo, cada cartão blink teria de carregar sua própria alimentação de energia na forma de uma bateria, o que acrescentaria volume e peso e poderia eventualmente descarregar a bateria. Como o sistema é alimentado pelo terminal, o sistema blink é conhecido como um sistema passivo.
Assim que o cartão blink recebe energia do terminal, o processador transmite as informações para o terminal na freqüência de 13,56 MHz. Essa freqüência foi escolhida por sua adequação ao acoplamento indutivo, resistência à interferência ambiental e baixa taxa de absorção pelos tecidos humanos. Os conjuntos de instruções embutidas no processador criptografam os dados durante a transmissão.
Na próxima seção, vamos saber se os usuários do blink precisam ficar preocupados com a segurança.