O Java também era código aberto, gratuito, mas não é código livre.
Você não pode altera-lo ao seu bel prazer. Aliás, até hoje, você não pode gerar uma distribuição java só porque você quer. Você é obrigado a passar por todo o processo e, no final, é a Sun que deve implementar e aprovar o código final.
E abrir o código e olhar para ele é bastante interessante. Quem aqui nunca abriu o código de uma classe Java só para ver como ela funciona? Eu já fiz isso diversas vezes e acho isso fundamental quando você está estendendo uma biblioteca. Por que você não aprecia o código como se faz com um quadro, você o estuda. Aprende com ele. Vê como as coisas se encaixam.
Quanto ao conceito de OpenSource 2.0. O conceito é aquele (até coloquei um artigo explicando as contradições do termo). A empresa deveria dar suporte e ser responsável. Não estou falando da MS. As pessoas gostam de falar mal da MS. Estavam condenando a MS por não deixar alterar o código, mas não questionavam a Sun por não deixar fazer a mesma coisa. Por quê? Porque a MS é do mal e a Sun é do bem?
Também não estou defendendo a MS. Ela realmente adota práticas pouco éticas de mercado.
Também não dá para comparar o suporte dado a um software de prateleira (como o Word) e a um entregue on-demand, como o JCompany da Powerlogic (que por sinal, é brasileiro, OpenSource e não é gratuito). Quando o assunto é um software pago, para ser usado entre empresas, a conversa é outra.
O fato é, se o seu Word te prejudicou, você tem o direito legal de reclamar por ele. Basta provar o prejuízo e ela será obrigada a te indenizar. Faz parte do suporte que um fabricante é obrigado a dar. Também não vamos entrar aqui numa discussão sobre a justiça do Brasil. Estou falando de um conceito aplicado mundialmente, e isso inclui países onde a justiça funciona.
Só estava ressaltando que hoje já assume a separação dos conceitos de código aberto, livre e gratuito.
Um código pode ser gratuito, aberto e não ser livre, como as APIs do Java.
Ele pode ser gratuito e fechado, como era o compilador Java.
Pode ser aberto, livre e gratuito, como o Linux. Embora o Linux também já esteja restringindo a liberdade para proteger a marca.
Só o que não dá, é para um código fechado ser livre.