Eu uso o Ubuntu, de fato, desde a versão 8.04, mas sempre “compartilhei” muito do tempo com o Windows XP. Agora, estou usando no notebook o 9.04 praticamente “fulltime”. Não me lembro de ter tido problemas com nenhuma das máquinas. Minha máquina desktop de casa é um Athlon 64 3000, ainda single-core, e o Ubuntu roda MUITO bem nela, com desktop 3D e tudo mais. A performance é excelente, mesmo pŕa uma máquina do início de 2006. Acho bem difícil que alguma máquina atual “pese” com o Ubuntu. Se for o caso deve ser problema com algum hardware específico, mas isso não é necessariamente um problema do Linux… “até” o Windows sofre desse mal.
Atualmente o Ubuntu permite fazer praticamente toda configuração através de interface gráfica. Raramente é preciso recorrer ao terminal para realizar alguma tarefa mais complicada, o que é um ponto crucial para usuários domésticos. Claro que ainda existem bugs em alguns pontos, mas um usuário sem conhecimento técnico já consegue usá-lo tranquilamente.
O que eu diria que ainda é o grande ponto fraco do Linux em geral, é que a interface gráfica ainda está um passo atrás do Windows. Isso não significa que seja ruim, mas isso pro usuário final conta muito. Na minha opinião, a qualidade está nos pequenos detalhes, e como a Microsoft não é burra, tratou de investir bem pesado nessa parte (deixar a interface mais agradável possível e eliminar os travamentos inesperados… o background a gente vê depois…).
Eu pessoalmente acho que o povo que cuida do repositório de aplicativos do Ubuntu poderia ser um pouco menos conservador em relação às versões disponibilizadas para instalação rápida. Deixar, por exemplo, Eclipse 3.2 e Firefox 3.0 disponíveis*, quando já existem as versões 3.5 (coincidentemente) para os dois, é um bocado de exagero. Não que dê trabalho para instalar na mão, não dá, mas todos esses detalhes contam para que o Ubuntu acabe não sendo tão adotado quanto poderia, afinal, os usuários domésticos são a grande maioria.
- Até a versão 9.04. Na 9.10 já vi que atualizaram um monte de coisas… o Firefox já é o 3.5. O Eclipse ainda não vi qual é.
Outra coisa, eu ainda acho muito difícil que alguma distribuição do Linux chegue, a curto ou médio prazo, perto do market share do Windows. Não é só uma questão de qualidade, vai muito além disso. Aliás, já vimos que não tem muito a ver com qualidade… A Microsoft é uma grande força econômica e isso faz com que a distribuição dos seus produtos seja muito grande, que o marketing em cima deles seja imenso… grande parte das licenças de Windows são distribuídas em formato OEM, ou seja, acordos com fabricantes de máquinas para que ele vá pré-instalado. Porque será que meu teclado tem essa maldita tecla com uma Janelinha? Resposta: grana. Ainda falta esse “algo a mais” para que o Linux comece a ganhar, de verdade, uma grande fatia do market share do Windows. Se chegasse só à metade do que o Windows tem, já seria fantástico. Já imaginaram se aqueles notebooks alternativos que são vendidos nas lojas tivessem Ubuntu, ao invés daquelas distribuições bisonhas que tentam imitar toscamente o Windows? Já seria alguma coisa. Mas mesmo assim ainda ficaria muito longe do que grandes interesses econômicos poderiam trazer, como a Microsoft tem. Isso me deixa muito curioso em relação ao futuro do Google OS. 